Quem diria! Workaholics são pouco produtivos
Tudo porque não conseguem se organizar nas oito horas diárias de trabalho, afirmam especialistas em RH O workaholic (trabalha demais por prazer ou vício) já começa a ser visto pelos especialistas em Recursos Humanos como um profissional pouco produtivo, já que não sabe se organizar nas oito horas diárias e costuma levar trabalho para casa. Por conta disso, cresce o número de empresas que criam programas para encorajar os empregados a buscar o equilíbrio de suas vidas profissional e privada. A justificativa é a de que quem trabalha muito tem um prazo de longevidade menor, em função dos males provocados pelo estresse.Provocar uma mudança de comportamento, entretanto, não é uma tarefa fácil. Segundo Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR (Internation Stress Management Association), entidade voltada à pesquisa e ao desenvolvimento da prevenção e do tratamento do estresse no mundo, apesar de as empresas se esforçarem para que seus executivos cumpram uma jornada de trabalho menor, eles permanecem muitas horas na empresa, trabalhando.Esse procedimento provoca uma "bola de neve" nos departamentos. Ao virem os chefes trabalhando em demasia, os subordinados "pensam" que devem ter o mesmo comportamento, ou seja, passam a dedicar`cada vez mais horas de trabalho à empresa.Na Nokia, que implantou o programa "Apagar as luzes", os andares da empresa ficam às escuras às 20 horas, de segunda a quinta, e às 19 horas, às sextas-feiras. "Muitos funcionários faziam jornadas de 12 horas diárias. Isso pode ser necessário uma vez ou outra, mas percebemos que era um hábito", justificou o diretor de RH da companhia, Marcos Cominato, ao jornal carioca "O Globo". Há, entretanto, momentos em que o workaholic é bem-visto. São nos casos de reestruturação organizacional, fusão ou aquisição e venda de empresas, em que as companhias precisam da dedicação máxima de seus colaboradores para voltar a ser competitiva. De qualquer forma, alertam os especialistas, sempre é bom ter cuidado com o excesso. |