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Vendem mais e têm os melhores financiamentos
Quanto mais avançado o nível
de governança, maior é o faturamento e o lucro
O tema governança corporativa ganhou notoriedade
a partir dos escândalos contábeis que envolvera empresas
como Enron, WorldCom e Parmalat. Colocar em prática essa política
de regras rígidas é para muitas empresas uma espécie
de atestado de transparência e um antídoto contra fraudes.
De acordo com uma pesquisa da consultoria Prosperare, com 217 empresas
familiares, para a revista “Exame”, a governança não
pode ser classificada apenas como assunto politicamente correto, mas que
pode afetar o crescimento da companhia. Segundo o levantamento, quanto
mais avançado o nível de governança e a preocupação
com a administração e a organização familiar,
maior é o faturamento e o lucro.
Nos últimos cinco anos, segundo o levantamento, empresas que seguiram
boas práticas de gestão aumentaram suas receitas em até
66%. Nas demais, esse percentual não passou de 27%.
A existência de Conselhos de Administração ou Conselhos
Consultivos - todos com a participação de profissionais
independentes - pode ser decisiva até na hora de pedir um financiamento.
É o caso da Eliane, fabricante de cerâmicas, que conta com
três dos oito ocupantes independentes.
Para Edson Gaidzinski, presidente da empresa, o conselho não foi
criado com essa finalidade, mas ele garante que sem ele a empresa não
teria conseguido um empréstimo de US$ 45 milhões com o Banco
Mundial. O dinheiro foi empregado na expansão de uma de suas fábricas
no Sul e na compra de outras duas na Bahia. Foi suficiente, também,
para que dobrasse o faturamento líquido, cerca de R$ 460 milhões
por ano.
Ainda segundo Gaidzinski, caso tivesse recorrido às linhas de crédito
dos bancos de mercado, o custo do empréstimo seria, pelo menos,
20% superior.
A aceitação da governança corporativa pelo mercado
financeiro é cada vez mais reconhecida. Estudo da Previ, fundo
de previdência dos funcionários do Banco do Brasil, revela
que a adoção dessa prática contribui para que os
custos de renegociação de dívidas sejam até
70% menores. A valorização tem a ver com o fato de que a
governança contribui para a valorização das companhias.
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